Batata Movies – A Múmia. Ação E Sensualidade.

                   Cartaz do Filme

Tom Cruise está de volta, desta vez mexendo com uma ideia aparentemente já esgotada: as antigas múmias do Egito e o terror que elas trazem. As últimas tentativas foram há um punhado de anos, que renderam alguns filmes estrelados por Brendan Fraser e Rachel Weisz, que traziam muita ação, efeitos especiais um tanto primários até para a época e muita, muita galhofa. Se Tom Cruise embarcasse nessa, a coisa não vingaria. E ele não embarcou, o que rendeu um filme suficientemente bom, apesar de alguns problemas, como todo filme tem.

                                Cruise de volta!!!

A história tem como protagonista Nick (interpretado por Cruise), um caçador de tesouros sem qualquer escrúpulo, acompanhado de seu amigo Chris (interpretado por Jake Johnson). Durante uma incursão no Oriente Médio, em pleno Iraque, onde no passado viveu a civilização da Mesopotâmia, Nick e Chris se envolveram numa tremenda enrascada e se viram indefesos perante um ataque de iraquianos. Nick pediu um ataque aéreo, o que colocou os iraquianos em fuga e abriu uma tremenda cratera no chão, que revelou ruínas… egípcias (!). O exército americano veio prestar assistência e, com ele veio a arqueóloga Jenny (interpretada por Annabelle Wallis), que havia sido roubada por Nick. O produto do roubo era um mapa que poderia levar a grandes achados. Assim, os dois exploram a tal cratera que tem um sarcófago escondido. Esse sarcófago continha a múmia de uma princesa maligna, que trará o mal de volta à Terra e que tem uma ligação com Nick em suas encarnações anteriores. Agora, caberá a Nick fugir do encalço da múmia maligna.

Dá para perceber que o enredo é um tanto simplório e serve apenas como um pano de fundo para as famosas cenas de ação de porrada, bomba e tiro. Pelo menos, houve uma preocupação de se apresentar de forma detalhada a vida da princesa que se virou para o lado do mal e acabou mumificada viva por isso. Aliás, a ideia de uma múmia mulher foi bem interessante no filme, com direito ao envolvimento com o mocinho protagonista. E que múmia era aquela! A atriz Sofia Boutella (que rima com aquele chocolate que todo mundo gosta), que interpretou a princesa, era linda de morrer, colocando no chinelo a mocinha, uma lourinha muito da sem graça.

                                Que múmia!!!!

Agora, uma coisa que ficou um tanto exótica e desnecessária foi a forma como Russell Crowe foi utilizado no filme. Ele era uma espécie de pesquisador que procurava manifestações malignas na Terra para detê-las. Seu sugestivo nome de Dr. Jekyll trazia suspeitas e temores que logo seriam confirmados: o homem se transformava numa espécie de  monstro, bem ao estilo de Mr. Hyde, algo totalmente fora de propósito num filme referente a uma… múmia. Uma pena, pois a presença de Crowe estava muito boa no filme, até surgir esse, digamos, equívoco. Pelo menos, Cruise não decepcionou e os momentos com Boutella foram muito bons, principalmente no que se referia à sua vida pregressa no Egito. No mais, as cenas de ação de sempre, com direito a uma pequena homenagem aos filmes da época de Brendan Fraser, com uma nuvem ameaçadora de poeira com a carinha de nossa vilã. Pelo menos, não se caiu na cilada de se fazer um desfecho à la happy end, o que deu um pouquinho mais de credibilidade ao filme e um gancho para uma possível continuação.

    Personagem de Russell Crowe. Nada a ver…

Assim, “A Múmia” leva o gênero mais à sério, ao contrário dos últimos filmes. Entretanto, a película pecou por uma história relativamente simplória que colocou as cenas de ação em primeiríssimo plano e que fez um mau uso de Russell Crowe. Um divertimento moderado e um filme bem descartável, daqueles que a gente vai esquecer logo.