Batata Movies – Thor Ragnarok. Muito Engraçadinho, Mas Não Ordinário.

                  Cartaz do Filme

A Marvel ataca novamente com “Thor, Ragnarok”, o terceiro filme solo do Deus do Trovão e que conta com um tremendo nome de peso: Cate Blanchett, como Hela, a Deusa da Morte, irmã mais velha de Thor e de Loki. Esse foi um bom filme, bem ao estilo das demais películas da Marvel: muita ação, CGIs e humor, uma receita que tem dado certo, embora agora pareça que eles exageraram um pouco na mão do humor, aproveitando o lado mais lerdinho e burrinho de Thor.

                    Um Thor sem as madeixas…

A história gira em torno do chamado “Ragnarok”, ou seja, uma espécie de apocalipse da mitologia nórdica, onde Asgard será destruída. Loki (interpretado por Tom Hiddleston) toma o trono de Asgard e confina Odin numa casa de repouso na Terra. Quando Thor descobre tudo, ele obriga o irmão a ir atrás do pai junto com ele. Qual não é a surpresa quando os dois descobrem que a casa de repouso foi demolida? Mas aí entra o Dr. Estranho (interpretado por Benedict Cumberbatch) na jogada e ajuda os irmãos a encontrar o pai na Noruega, com um portal dimensional. Entretanto, eles encontram Odin à beira da morte, o que significa que Hela, a Deusa da Morte e filha mais velha de Odin está por perto. A ideia de Hela é tomar o trono de Asgard e colocar vários outros reinos sob seu domínio. O problema é que, na luta entre os três irmãos, Thor e Loki irão parar num estranho mundo governado por um tal Grão Mestre (interpretado por Jeff Goldblum, em excelente atuação), que coloca Thor para lutar contra seu campeão (o Hulk) numa arena. Caberá ao Deus do Trovão sair dessa tremenda encrenca para tentar salvar Asgard das garras de Hela.

             Novamente, a boa presença de Loki

Todo filme que fala de destruição e apocalipse geralmente tem um tom mais sombrio. Não foi o que aconteceu aqui. Pelo contrário. A carga de humor tão presente nas películas da Marvel, deu o ar de sua graça mais do que devia, o que ridicularizou um pouco nosso personagem protagonista. Não que isso seja ruim, mas parece que dessa vez ficou um tanto exagerado, mesmo que saibamos que, na mitologia nórdica, Thor é meio vaca brava mesmo. Sei lá, nesses filmes solo do Thor, confesso que sempre gostei muito mais do Loki, resultado do magnífico trabalho de Tom Hiddleston, cujo papel parece cair como uma luva para ele, principalmente quando ele dá aquele sorrisinho sarcástico. Ainda, temos aqui um vilão que é realmente do mal, mas ainda tem algum relacionamento afetivo com o mocinho. Nesse ponto, a analogia entre Loki e Magneto, outro grande personagem do Universo Marvel, se faz de forma imediata. E aí, o roteiro com lances cômicos funciona bem na interação entre os irmãos.

                 Dr. Estranho dá uma ajudinha…

Agora, as novidades. Jeff Goldblum esteve muito bem como o carnavalizante Grão Mestre, multicolorido e afetado, num mundo para lá de insólito. Ele conseguia ser odioso e engraçado, beirando o ridículo, ao mesmo tempo. Sentíamos toda a maldade dele, mas o personagem também conseguia esbanjar simpatia. Agora, o grande trunfo e novidade desse filme, sem a menor sombra de dúvida, foi Cate Blanchett. A mulher simplesmente arrebentou! Ela conseguia ser sensual e elegante ao mesmo tempo, ou seja, não era vulgar. E sua vestimenta negra, aliada com a maquiagem pesada, trouxe lembranças vivas das divas expressionistas do passado, tudo isso evocando uma alma maligna! Foi de encher os olhos! Tal trabalho da atriz já é uma espécie de cartão de visitas para o seu filme “Manifesto”, onde ela interpreta, de forma camaleônica, vários papéis, e que também está em cartaz.

                    Cate Blanchett, magnífica!!!

O mais curioso foi o desfecho, que foge do convencional e acabou sendo um tanto ambíguo, algo interessante, mas que os spoilers me evitam de revelar. Cá para nós, essa ambiguidade até esteve presente no filme pois, como já foi dito, um tema pesado como o apocalipse fica tratado de forma esquisita quando se exagera na dose de humor.

Assim, “Thor, Ragnarok” ainda segue a receita de sucesso da Marvel, embora agora tenha exagerado um pouco na mão do humor. Mas como a Marvel não dá ponto sem nó, desta vez ela caprichou nas aquisições do elenco, trazendo Jeff Goldblum e, principalmente, Cate Blanchett. Será que não dá para trazer Hela de volta nas próximas películas? Espero que sim. Ah, e não se esqueçam dos pós-créditos. São dois dessa vez.