Batata Movies – Jumanji, Bem Vindo À Selva. Cinema Como Videogame.

                                             Cartaz do Filme

Quando a gente fala de nomes como Dwayne Johnson e Jack Black, qual é a primeira coisa que vem às nossas cabeças? Atores de filmes blockbusters menores, coisinhas bobas, etc.? Pode até ser. Mas, cá para nós, que mal faz a gente de vez em quando ver algo mais para entretenimento e descontração? E, ainda, será que atores que somente fazem filmes para entretenimento são pouco talentosos? Essa visão não recai num rótulo ou estereótipo? É o que podemos questionar quando vemos “Jumanji, Bem Vindo à Selva”. Um filme que tem uma tremenda carinha de videogame sendo, por isso mesmo, muito hilário em alguns momentos.

                                                     Vamos jogar???

O filme fala de dois garotos e duas garotas que são, justamente, figuras vistas de forma muito estereotipada: o nerd, o atleta, a patricinha e a outsider que não se enquadra em lugar nenhum. Por todas as dificuldades de adaptação pelas quais eles passam, os quatro acabaram juntos de castigo na escola onde estudam e foram obrigados a arrumar uma sala cheia de tralhas. No meio de todas as coisas perdidas por lá, eles encontraram um antigo videogame com um joguinho chamado Jumanji, com personagens avatares que podiam ser escolhidos. Só que esse videogame tinha a propriedade mágica de sugar os jogadores do mundo real e inseri-los em seu mundo virtual na forma dos avatares que eles escolheram. Assim, o nerd magricelo virou o Dwayne Johnson, a patricinha virou o Jack Black, o atleta virou um cientista com metade de seu tamanho e a outsider virou uma gatinha altamente violenta e descolada. Cada avatar tinha poderes e fraquezas e apenas três vidas, morrendo definitivamente se gastasse todas elas. A missão era colocar uma joia num monte em forma de jaguar, exatamente no lugar do olho. Mas eles teriam que enfrentar o maligno vilão Van Pelt, que queria a joia para controlar toda Jumanji.

          Johnson. Bom ator apesar de preconceitos em contrário…

Pois é. Um enredo bem simples, bobinho até. Mas o que tornou o filme interessante foi, além das corriqueiras cenas de ação regadas a muitos CGIs, a situação hilária dos personagens que se viram em corpos muito diferentes dos seus, onde eles experimentavam todas as suas habilidades e fraquezas. O mais interessante é a mensagem que o filme passa. Para que o objetivo de se colocar a pedra no olho do jaguar seja alcançado, todos os quatro avatares terão que trabalhar em equipe, pois a habilidade de cada um é requerida em cada fase do jogo. Fica aqui a mensagem de que, se cada um deles era visto com preconceito no mundo real, no mundo virtual eles unidos têm muita importância, o que significa que eles podem se ver com mais valor quando retornarem ao mundo real e que essa história de ver os outros de forma estereotipada e com preconceito não tá com nada.

                                       Van Pelt, o vilão esquisitão…

Um destaque todo especial deve ser dado aos dois atores mais conhecidos do filme. Jack Black, que já tem um bom histórico de humor, foi muito bem interpretando a patricinha no corpo de um homem obeso de meia idade. Mesmo que ele tenha tido uma atuação demasiado afetada em alguns momentos, ele foi muito engraçado ao dar uns toques de feminilidade para a colega outsider, que também ficou muito engraçada ao tentar seguir as dicas sem muito jeito (a atriz era a bela Karen Gillan). Agora, o que mais surpreendeu mesmo foi Dwayne Johnson. Ele foi muito bem interpretando o nerd magricelo que ganhou toda uma montanha de músculos. Sua atuação fazia a gente acreditar que ele se via como um molecote magricelo, fora o grande carisma de Johnson (o cara tem tino para ator, ao contrário de outros fortões que a gente vê por aí que só estão mesmo no cinema pela sua forma física).

Assim, “Jumanji” é um filme apenas para entretenimento, mas não é algo tão bobinho em virtude da construção dos personagens e das boas atuações de Johnson, Black e Gillan. Vale a pena se divertir com essa película.

 

Deixe uma resposta