Batata Movies – A Torre Negra. Mais Um Stephen King Na Área.

                 Cartaz do Filme

Confesso a vocês que não vejo muitos filmes inspirados em histórias de Stephen King. Apesar de todo o mérito delas, o gênero em que ele escreve nunca me atraiu muito. Só espero não ser tendencioso em minha análise de “A Torre Negra”, o seu último filme (se bem que “It” também já está por aí pelas salas). Apesar de meu pouco interesse, decidi ver a película ao saber que Idris Elba e, principalmente, Matthew McConaughey iriam participar. Assim, tinha um bom motivo para dar uma chegadinha ao São Luiz, no Largo do Machado, para prestigiar o filme.

            O Homem de Preto e o Pistoleiro

E quais foram as minhas impressões? Bom, a ideia de luta entre o bem e o mal foi apresentada de uma forma, digamos, interessante. Essa velha receita vem estruturada numa noção de que o nosso Universo é circundado por forças malignas que não conseguem entrar devido à proteção de uma torre negra. Um tal de Homem de Preto (interpretado por McConaughey), mau que nem o Pica Pau, vai tentar destruir essa torre, usando a força vital extraída do cérebro de… crianças (não me pergunte por que…). Ele vive numa espécie de mundo paralelo ao nosso. Cada ataque que a torre sofre traz reflexos nos dois mundos, provocando uma onda de terremotos por aqui. A única pessoa que percebe que há algo de errado é um garoto, Jake (interpretado por John Taylor), que tem sucessivos sonhos com a história da torre, com o Homem de Preto e com um pistoleiro de nome Roland (interpretado por Elba). Os pistoleiros têm como missão proteger a torre das forças maléficas do Homem de Preto. Mas a batalha contra o mal está praticamente perdida. Como o menino está sendo tratado como um doido pela sua mãe e pelo seu padrasto, ele consegue fugir até encontrar um portal para o tal mundo paralelo, onde se unirá com Roland na luta contra o tal Homem de Preto.

     O pistoleiro encontrará apoio no jovem Jake

A história até tem um enredo interessante mas não empolga muito. Há várias cenas de ação que deixam a coisa um pouco mais atraente, mas mesmo assim não parece ser muito suficiente. Existem algumas coisas que a liberdade poética permite, mas que incomodam como, por exemplo, o fato do Homem de Preto ter poder suficiente para matar uma pessoa apenas com sua vontade mas isso não funcionar justamente com o pistoleiro e o garoto, que é cercado de todo um poder especial. Assim não vale. Os protagonistas tinham que ter algum tipo de vulnerabilidade para com o inimigo e quebrar a cuca para se proteger. A história ficaria muito mais interessante e daria mais status ao personagem de McConaughey, que merecia coisa melhor para interpretar. O Homem de Preto, em sua maldade absoluta, é simplório demais e não deu chance a um ator vencedor de Oscar demonstrar todo seu talento. O pistoleiro de Elba era bem mais interessante, pois ele é o herói que falhou em sua missão e a única coisa que o mantém vivo é o rancor de sua vingança para com o Homem de Preto. Ou seja, ele já esqueceu suas virtudes de herói faz tempo, e elas serão justamente resgatadas por Jake, o menininho puro. De doer também é o desfecho da história, de tão banal que foi e que os spoilers me evitam dizer. Será que no livro do King é a mesma coisa? Espero que não…

Stephen King. Minha história ficou legal no cinema?

Assim, “A Torre Negra” tem até um enredo interessante, mas o desenvolvimento da história não é muito atraente. Uma pena, pois temos dois atores muito bons aqui. Você pode até ir ao cinema por eles mas, de resto, não espere muito mais.

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